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Relato do Silas sobre o Vegetarianismo em sua vida
Nasci numa família ovolactovegetariana que logo desistiu e voltou a comer carne. Eles cortaram as carnes antes de eu nascer por motivação adventista, mas lá pelos meus 5 anos de idade inventaram de voltar a comer carne, e hoje, churrasco, churrasco.
Eu, com eles, acabei conhecendo as carnes também. Mas chegou uma hora que, sozinho, decidi dizer chega!!!
Foi algo espontâneo, bem fisiológico, e nem tanto ideológico.
É claro que numa família adventista é mais aconchegante viver como vegetariano.
Estava ficando chato, o frango frito onipresente, sempre a mesma coisa... Lá pelos meus 13 anos fui voltando aos poucos até bater o pé e dizer CHEGA DEFINITIVAMENTE. Mas não era o suficiente.
Com 16 anos, em 2006, li numa revista algo sobre os tipos de vegetarianismo. O artigo está disponível aqui: http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_232378.shtml. Achei um absurdo esse negócio de "vegans", algo de outro mundo. Uma abstinência quase religiosa, a troco de quê? Parece uma seita xiita. Mas a curiosidade foi maior, e entrei na internet pesquisando sobre o assunto.
Acabei sendo envolvido pela filosofia que os veganos normalmente têm, de direito animal, anti-especismo e coisas do tipo. Virei vegano imediatamente, com a ajuda de listas, fóruns e de várias pessoas em especial com a Matagee Krsna Prema do Grupo Bem Alimentado.
Em 2007 sofri de uma apendicite, que foi crescendo de dores abdominais que eu já sentia há anos. Foi um mês internado e tudo mais que se tem direito, se quiser saber, a história toda tá aqui: http://triviaveg.blogspot.com/2008/06/apendicite-strikes-back.html.
O importante é que nem por doença eu voltei a comer nenhum grama de resíduo animal. E ganhei mais de 20kg comendo... frutinhas e leguminosas. Sim. Sem suplementação.
Ou seja, na maior parte de minha vida não usei carne, e estou há anos sem ovos, leite, carne e todos os derivados animais. Não me faz falta. São nojentos para mim. Eu não como restos mortais, cadáveres, não mamo na vaca porque ela não é minha mãe e eu não sou seu filhote, e não como nada que saia do c* de uma galinha. É simples assim. Herbívoro, e com muito orgulho.
Nisso tudo, em relação ao tempo que eu comia carne, pude perceber várias melhoras. Com carne eu era constipado e vivia cansado, mas depois de vegano não somente tenho muito mais energia como tudo funciona mais fácil. Quem "come de tudo" não sabe o que tá perdendo... porque quem se contenta em comer arroz feijão e um prato de animal morto; não repara que todas as cores da feira podem estar em sua cozinha... ou melhor, no seu prato! Não fazem rotação de frutas em casa, isso se é que comem frutas. Têm preconceito contra sabores amargos. E por aí vai. Não comem um décimo da variedade que como, é uma pena. E depois, pela ironia da vida, dizem que eu é que não como nada.
Pra mim, a questão não é a abstinência, e sim o que se seleciona. Selecionar é uma habilidade que devemos desenvolver no que diz respeito a o que colocamos pra dentro. E até então não vejo motivo nem meio pra voltar a consumir "um franguinho" de vez em quando. Pra quê?
Viver da terra é mais saudável, mais econômico, teoricamente mais ético. Com isso não quero condenar ninguém nem sair por aí como se estivesse pregando um evangelho, só quero o melhor pra mim e pra quem mais cair na real quanto ao cadáver comido diariamente. Se alguém se interessar pode perguntar. Mas eu não abro mão de escolher comer aquilo que acho melhor pra mim.
Possuo um blog no qual posto qualquer coisa que se possa relacionar ao vegetarianismo, mas de forma exageradamente descontraída: http://triviaveg.blogspot.com/
Silas Cordeiro Pascoal- Vitória/ES
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